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Sustentabilidade


Transporte sustentável

O compromisso com o meio ambiente e a busca contínua por soluções que reduzam os impactos ambientais do transporte coletivo integram a trajetória do sistema de transporte público de Curitiba. Ao longo dos anos, a cidade tem desenvolvido e implementado iniciativas voltadas à melhoria da qualidade ambiental e da mobilidade urbana.

Nesse contexto, destaca-se a implementação de tecnologias menos intensivas em emissões de carbono, alinhadas aos esforços globais de enfrentamento das mudanças climáticas, especialmente por meio da descarbonização do transporte coletivo.

Não menos importante, a qualidade do ar também figura entre as principais preocupações contemporâneas, sendo um fator essencial para a qualidade de vida da população. A emissão de poluentes atmosféricos pode acarretar prejuízos à saúde, o que reforça a necessidade de adoção de medidas voltadas à sua mitigação.

Adicionalmente, buscando a preservação do meio ambiente, bem como a segurança dos usuários e as boas condições dos veículos da frota, a URBS realiza inspeções periódicas em todos os ônibus da Rede Integrada de Transporte (RIT), com foco na segurança dos usuários e na adequada condição operacional dos veículos, bem como na preservação ambiental através da avaliação do estado de conservação dos motores e demais componentes, em que devem inexistir vazamentos de óleo e/ou ruídos excessivos para sua aprovação e consequente autorização para a continuidade de circulação nas linhas do sistema.

Projeto B100


Em 2009, sob coordenação da URBS, Curitiba iniciou a utilização do biodiesel B100 — de origem 100% vegetal — em parte da frota de ônibus. A iniciativa foi pioneira no país, com seis veículos da geração Proconve P5/Euro III operando exclusivamente com esse combustível na Linha Verde, tornando a cidade a primeira capital da América Latina a adotar o B100 no transporte coletivo.
O projeto foi viabilizado por meio de acordo de cooperação técnica envolvendo poder público, operadoras, montadoras, instituições de pesquisa e empresas do setor energético, com foco na avaliação do uso de biocombustíveis em ônibus urbanos.


Na oportunidade, os testes realizados indicaram redução de 25% na opacidade (fumaça preta) e de 30% nas emissões de monóxido de carbono em comparação aos veículos que utilizavam diesel com baixo teor de biodiesel.
Com a evolução do projeto, houve ampliação do fornecimento de combustível autorizada pela ANP, possibilitando aumento da operação para uma frota de 34 veículos em 2012 e chegando em 2018 a uma média mensal de 185 mil km rodados, com consumo de 130 mil litros de biodiesel B100.


Em novembro de 2022, o projeto foi descontinuado em razão da evolução tecnológica dos motores das novas gerações incorporadas à frota (Proconve P7/Euro V e P8/Euro VI) que, de acordo com os fabricantes, não apresentavam compatibilidade com o uso do B100, conforme teria sido com os veículos da então geração Euro III.

Hibribus

No setor de transporte, o ano de 2012 foi marcado por inovação em Curitiba, com destaque para iniciativas voltadas à redução de emissões no transporte coletivo. Durante a Conferência Rio+20, foi apresentado o HIBRIBUS, consolidando mais um passo na adoção de tecnologias mais eficientes.

O veículo híbrido opera com dois motores em paralelo: um elétrico e outro a diesel. Sua operação teve início em setembro de 2012, com a substituição de 10 veículos da Linha Interbairros I. Atualmente, a frota híbrida conta com 30 veículos em operação.

Em comparação aos veículos mais antigos, os híbridos apresentaram reduções significativas de emissões e melhoria na eficiência energética, além de menor consumo de combustível.

Eletromobilidade

Reafirmando seu histórico na adoção de inovações voltadas à melhoria da mobilidade urbana, a cidade de Curitiba, através da URBS, acumula experiência na realização de testes com diferentes tecnologias de propulsão para o transporte coletivo.

Os testes com veículos 100% elétricos tiveram início em 2014, envolvendo a avaliação de propostas de fabricantes variados. Nas avaliações iniciais, os testes ocorreram de forma isolada e com critérios específicos e a conclusão do cenário, à época, foi de que a tecnologia ainda demandava amadurecimento para atender plenamente às exigências da operação regular do transporte coletivo curitibano.

Ato contínuo, com base na experiência adquirida e de modo alinhado ao Plano de Ação Climática, que estabelece metas de redução de 33% nas emissões até 2030 e de 100% até 2050, a URBS lançou em 2022 o Edital de Chamamento Público nº 001/2022, com o objetivo de viabilizar testes operacionais padronizados de ônibus elétricos.

Ao longo de 2023, diversos fabricantes participaram dos testes, em que foram avaliados critérios como autonomia, consumo de energia, desempenho operacional, conforto, acessibilidade, tempo e estratégia de recarga, entre outros parâmetros relevantes à operação.

Como resultado, em julho de 2024 foram incorporados os primeiros seis ônibus elétricos à frota definitiva, e em setembro do mesmo ano, foi adicionado mais um veículo, totalizando sete ônibus 100% elétricos em operação regular, considerado o marco inicial no processo de descarbonização da frota na cidade de Curitiba.

Diante dos resultados positivos e do interesse de novos fabricantes, ao final de 2023, a URBS lançou novo Edital de Chamamento Público para a Demonstração de Ônibus Elétricos em Curitiba que, pelo mesmo motivo, foi prorrogado e estende a realização de testes até o final de 2026, reforçando o compromisso de Curitiba com a mobilidade sustentável.